Futebol e política

Já disseram que futebol é o assunto menos importante dos assuntos sem importância.
Concordo!
Para quem não é profissional do esporte.
Dizem por aí que nos preocupamos mais com o futebol do que com a política, por exemplo.
Pode ser!
Também já falei isso.
Hoje vejo que uma coisa não anula a outra. Pelo contrário. Manifestações políticas nos esporte são comuns.
Temos visto, atualmente, nas arquibancadas dos jogos, no brasileirão.
Gostar de futebol, torcer para um time, não invalida um posicionamento político. Não inviabiliza.
Além de ser uma “válvula de escape” das tensões diárias, é oportunidade de visibilidade de manifestos.
Qual veículo publicitário, com milhões de visualizações, daria espaço à manifestos como o do jogo do Atlético Mineiro?
Trazer a manifestação para os estádios é uma forma de divulgação barata e com excelente penetração.
Cabe usar!
Cabe pensar!
Cabe!

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Silêncio!

Não faz muito tempo a polícia prendeu uma turma que vendia mercadoria roubada.
Caminhões de empresas eram roubados, as mercadorias saqueadas e vendidas.
Saiam pelas ruas, em Kombis e Vans, oferecendo o produto do roubo por:
R$ 1,00
Isso mesmo! Um real.
A venda do Nosso Petróleo, Nosso Pré-sal, nossa soberania está custando:
R$ 0,10
Isso mesmo! Dez centavos por litro de óleo.
Foi para isso que os patos foram pra rua.
Não era contra a corrupção.
Agora, silêncio total.
Vergonha de terem sido feitos de babacas?
Vergonha de terem sido enganados por essa mídia vendida?
Não.
Silêncio por covardia.
Silêncio pelo preconceito embutido em todas aquelas passeatas.
Nunca foi contra corrupção alguma. Esse silêncio é confissão de culpa.
Canalhas!
Agora, como sempre, vão ficar esperando que os “agitadores vermelhinhos”, os ” sindicalistas baderneiros”, que sempre garantiram o seu aumento salarial, saiam às ruas para defender seus empregos e seus salários.
Não foi por falta de aviso.
Preferiram tripudiar, xingar, babar seus ódios.
Não tem problema.
Sempre fomos de luta.
Sempre soubemos nosso papel na história.
Sempre soubemos que estamos no lado certo.
Se quiserem, podem chegar.
Saberemos dividir nosso pão com mortadela.

Boca fechada não entra mosquito

O caso Aécio continua dando assunto.
Dentro do meu grupo defendi e defendo que esqueçamos as regras pois, já não existem.
É como penso. Não adianta seguir regras com quem não as respeita.
Diferente do que meu fígado diz, o cérebro conta outra história. E foi essa que o PT tentou passar.
“Se queremos para nós, a legalidade, temos que ser legalista com os outros.”
Correto. Corretíssimo.
Não importa se avançam o sinal. Eu não avanço.
Pois é.
O PT fala quando é para calar e, cala quando é para falar.
Se vocês derem uma zapeada pela rede vão sentir o efeito da nota divulgada.
Quem saiu perdendo e perdido?
“Ah! Temos que ser legalistas!”
Correto. Corretíssimo.
E…
Boca fechada não entra mosquito.
Falaram na hora errada.
Perderam mais do que perderá Aécio.
Desgastaram a militância, o partido.
Estrago feio.
Enquanto isso, com a cortina de fumaça produzida por nós mesmos, a vida golpista segue leve e fagueira.

Senhores do golpe

golpe

Os senhores do golpe estão testando até onde aguentamos o aperto.
Só que se você aperta demais, acaba esganando o infeliz.
Para saber o limite do limite, só matando a cobaia.
Se não mata, não sabe até onde se pode ir e, arrisca a ser mordido por ela.
Essa turma que planejou esse golpe é a mesma dos golpes anteriores. Mesma escola, mesmo método, mesma intenção.
A peça é a mesma com atores diferentes.
Releitura de todos os outros.
Continuo na minha leitura, que venho falando faz tempo.
Enquanto a massa não sentir fome, não haverá resistência.
Nossa esquerda é intelectualizada demais. Não atinge o povão com seu discurso. Repetindo meu pensamento: o sucesso de Lula está na forma de se dirigir à massa.
O meu entorno me mostra isso.
Outro assunto que precisa ser visto com atenção, porque é parte desse contexto, é o desmonte do Rio. Cidade que sempre ditou modas está deteriorada e entregue a bandidagem.
Ontem houve invasão na Rocinha.
Passaram direto pela Upp. Avisaram para não interferirem, pois aquela não era guerra deles. Meia dúzia de policiais contra um bando de traficantes. Ninguém é herói.
A polícia está sem “argumentos” para se, e nos defender. Sem leis, sem proteção, sem nada.
Terreno fértil para os Bolsonaros de ocasião.
O sentimento de que “bandido bom é bandido morto”, do lendário Sivuca, está cada vez mais forte.
Bolsonaro assumiu essa legenda.
A realidade nas comunidades é essa.
O Rio é um Afeganistão.
Com bolhas de bem estar.
O país está sentado em um barril de pólvora prestes à explodir. É só darem motivo. É só a fome apertar.
Por enquanto, o teste com a massa, indica que ainda não estão com fome, ainda glamorizam o bandido. Acostumados a essa guerra, tocam suas vidas como se nada estivesse acontecendo. Acostumados estão com o policial corrupto, com marginal amigo da comunidade, com o jeitinho para sobreviver.
Aceitam de bom grado o caminhão pilhado. O dinheiro para o médico, qualquer presente dado.
A esquerda tem que descer de seu sapato alto, do seu traje à rigor e vir para o chão da fábrica, para a obra, para o asfalto novamente.
Urgentemente!
Tiramos muitos do mapa da fome mas erramos ao não tirá-los do mapa da ignorância.
Nada acontece por si só. Tem que ser provocado.
Induzido.
Introduzido.
Principalmente em política.
Essa turma que planejou o golpe, não esses mequetrefes que estão aí, são “cobras criadas”. Sabem exatamente o que querem e, como chegar lá.

O que vem depois?

vaias

Que o “Fora Temer” está consolidado, não tenho dúvidas.

Que é irreversível, também não.

“Diretas Já” me preocupa.

No momento que a mídia torna público as vaias recebidas, em Brasília e no RJ, no momento que dão destaque, passo a sentir um cheiro de fritura no ar.

Fritura indigesta pela qualidade do óleo.

Nunca acreditei em boas intenções vindas da direita. Principalmente da mídia.

Não acredito agora.

Eleições agora, mesmo que em todos os níveis, tem cheiro de “golpe no golpe”. E o pior, com o aval das urnas.

Aval que o resto do mundo aguarda para dar seu “OK”.

E que não deu à Temer.

Analisar o momento é preciso.

Quem seria o candidato da esquerda? Quem permitiriam que fosse.

Vale lembrar que o Ministro Gilmar Mendes preside o TSE. E, não é nada imparcial, para ser ameno.

Deixariam Lula se candidatar?

Certeza que não.

A massa não está mobilizada, ainda. Mobilizados estão os de sempre e, parte da classe média mais esclarecida, que já percebeu o tamanho do buraco em que se meteu. Nada que garanta uma eleição limpa.

Até que ponto o movimento “Diretas Já” está comprometido com os interesses da direita? Do “golpe no golpe”?

Enquanto permanecer a parcialidade da mídia, nada é.

Pode ser.

Olhar as entrelinhas, aprender com o passado, pensar antes de falar e fazer.

Os tempos não são normais.

Há que se ter cautela.

Da mesma forma que Jânio

No dia 25 de agosto de 1961, Jânio Quadros renunciava ao seu mandato presidencial. Uma questão, muito falada à época era de que estava querendo deixar o poder para “retornar nos braços do povo”.

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Por que desse assunto?

Primeiro, estamos em agosto.

Segundo, estava eu, cá com meus botões –sempre eles – a confabular e, a comparação com o comportamento da(s) esquerda(s) me pareceu inevitável.

Jânio, em sua “loucura”, achava que ganharia mais poder com seu retorno à presidência, carregado pelo povo. Era um lunático, em todos os sentidos do termo, proibiu o biquíni, a briga de galo, defendia a soberania brasileira no petróleo. Passeava por muitos mundos ao mesmo tempo.

Assim que o golpe iniciou a ser deflagrado, tivemos movimentos e promessas de ações em defesa da democracia e do governo Dilma. Com o passar do tempo essas promessas e atos foram perdendo força, dando a impressão de uma desistência da luta.

Teriam a(s) esquerda(s) as mesmas intenções de Jânio?

Seria o “retorno nos braços do povo” o motivo para o recuo?

Se for essa a intenção, creio que repetirão o “Homem da Vassoura”.

Não que Dilma careça de militância e de gente disposta a levá-la nos braços ao Palácio da Alvorada. Mais pela inaptidão do brasileiro para se movimentar em direção à luta.

Brasileiro que se preze é messiânico. Espera sempre alguém que faça o serviço por ele. Que um anjo dos céus venha em seu socorro e resolva seus problemas.

Hoje, as “forças ocultas”, que derrubaram Jânio, não são mais ocultas. São bastante claras em nomes e intenções.

Mas o povo continua o mesmo!

Epílogo de 64

O caos está estabelecido, gostemos ou não. Esse silêncio fúnebre indica o vazio que o caos construiu. Chegamos ao epílogo de 64. Como vamos escrever nossa nova história, depende de como enfrentarem…

Fonte: Epílogo de 64

Tudo igual, cada vez pior.

Acordo e vou para o computador olhar as notícias, na esperança de que já não estou mais no mundo paralelo que me encontrava ontem.

Doce ilusão!

Tudo igual, cada vez pior.

Fui dormir com o “educador” Frota, dando palpites, ou melhor, entregando projetos para a educação no país.

Acordo com a troca de Embaixadores americanos. Sai uma especialista em desestabilização de governos, entra um especialista em ocupação.

E agora!

Todas as piores teorias da conspiração se materializando.

Quando, poderia eu, no meu pior delírio, imaginar ver, mais uma vez, um golpe.

Um golpe aplicado pela pior safra de políticos e juristas que o mundo conheceu.

Um golpe aplicado no melhor momento desenvolvimentista que tivemos.

Um momento de inclusão.

De construção de uma sociedade mais justa.

Não aprendemos com a nossa própria História.

Estamos manchando, mais uma vez, nosso currículo.

Voltamos a ser o vira-lata, o país das bananas.

Viramos motivo de piadas.

Estamos prestes a ver, novamente, um período de ditadura como já tivemos.

Talvez pior.

Talvez mais longa.

Talvez mais cruel.

Aqueles que querem o poder, estão mais hábeis.

Os que aplicam o golpe estão mais informados.

Aqueles que nos tomaram de assalto, tem mais treinamento.

Enquanto nadávamos de braçadas em um ilusório republicanismo, tramavam o mais baixo dos imperialismos.

Sofreremos grandes revezes. Voltaremos à época do Brasil colônia e suas Capitanias Hereditárias.

Só espero que, não nos tornemos um Afeganistão.

O interventor de lá, chegou!

 

 

 

Ironia

figura por meio da qual se diz o contrário do que se quer dar a entender; uso de palavra ou frase de sentido diverso ou oposto ao que deveria ser empregado, para definir ou denominar algo [A ironia…

Fonte: Ironia