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O xadrez é um jogo de guerra. Cada movimento é estratégico e, abre infinitas possibilidades. Ganha o jogo aquele que visualiza com maior precisão as possibilidades que seu adversário tem.
O campo político é semelhante ao tabuleiro. Nenhum passo é dado sem a previsão do passo seguinte. Não pode, não deve.
Cunha foi cassado.
Traíram Cunha? O deixaram sozinho? Viraram – lhe as costas?
Ou será que faz parte do jogo?
Vinha alertando que Cunha saíra de cena mas não saíra da peça.
Hoje digo que: Cunha saiu da peça mas, não saiu do teatro.
Faz parte da estratégia, sua saída.
Cunha sabe muito. E de muitos.
Sabe demais!
No âmbito interno, sua retirada vale a aparência da isenção, da moralização da vida pública, da intenção de acabar com a corrupção. Para a massa, ficará a impressão de que estão, definitivamente, buscando a “ética na politica”.
No âmbito internacional, com os próximos passos a serem dados, ficará legitimação de governo e, consequentemente, de seus atos.
Que passos serão esses.
Derrubada de Temer – a fritura já é clara.
Eleições indiretas, caso passe do dia 31/12.
Novas eleições, se for antes do final do ano. Nesse caso, teríamos um impedimento de Lula e, a derrubada “das esquerdas”.
O “novo governo”, ao assumir, fará todas as vendas que ficaram pendentes ao fim da era FHC.
Há que se comemorar a saída de Cunha mas, com cautela.
Saiu tarde, propositalmente tarde.
Fiquemos atentos.
Abutres sobrevoam!

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